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O amor em nós - Parte 6

O que era tudo aquilo que eu sentia? Um misto de vontade de morrer, com vontade de gritar, de agarra-la, de sorrir, de cantar, cantarolar, chorar... NÃO SEI, Só sei que era! Enfim, ali estávamos nós duas, ela olhando para mim fixamente com aqueles seus lindos olhos cheios de lágrimas e suas mãos acariciando as minhas e eu tentando não demonstrar reação nenhuma, devido ao fracasso da minha última declarada demonstração de afeto. Ela ainda olhando pra mim, abriu a boca e começou a falar: “Não tenho como explicar o que aconteceu ontem, fui tomada por motivos que nem eu sei ao certo quais são, peço-lhe desculpas, saí correndo quando, na verdade, eu queria abraça-la para sempre... Não te conheço, não sei absolutamente nada sobre você, mas ainda assim, olho para você e vejo toda uma vida em seu olhar...” Eu não sabia se eu chorava ou se eu ria de felicidade, estava ela dizendo mesmo aquilo que eu estava ouvindo? Será que eu estou entendendo direito? Será que... SERÁ QUE NADA... CALA A BOC...

O amor em nós - Parte 5

Meus olhos se encheram d'água, olhei para o banco em que ficamos sentadas e lentamente, enquanto ainda tentava acreditar no que acabara de acontecer, caminhei até ele... Sentei-me e fiquei, já passava das 23h e eu nada conseguia fazer além de chorar, chorar e chorar... Havia eu deixado a felicidade escapar por dentre meus dedos? Como pude ser tão burra? E assim, chorando mesmo, fui caminhando até minha casa que não era muito longe dali. Cheguei em casa, joguei minhas chaves no balcão e joguei-me no sofá, para continuar chorando e lembrando de tudo... E eu deveria estar com raiva, com ódio, mas não... A única coisa em que eu conseguia pensar, era nela... Naquele sorriso, naquele olhar, naquele beijo... E me sentia louca por sentir tudo que eu estava sentindo! Acabei dormindo... acordei, com a cara toda inchada, tomei um banho e quando dei por mim já era meio dia, por sorte era domingo, então eu não tinha de me preocupar com trabalho... Podia ocupar todo meu tempo para pensar nela!...

O amor em nós - Parte 4

Era como se tudo se encaixasse perfeitamente, como se nossos corpos fossem feitos para ser um só. Parei de beija-la e olhei para baixo, ela sem entender ficou olhando para mim e perguntou o que eu tinha... Como dizer que em questão de minutos, eu havia me apaixonado por ela? Como dizer que eu a queria para mim, só para mim? Eu me sentia como uma folha seca, jogada ao chão, carregada pelo vento, sem poder escolher para onde ir, simplesmente ia... Aquele sentimento tomou conta de mim e eu não podia controla-lo, não podia evita-lo e eu não sou o tipo de pessoa que consegue esconder os sentimentos... Então, respirei fundo, levantei minha cabeça, olhei a profundamente, ela preocupada disse que meu olhar a estava assustando, peguei em suas mãos, alisando-as e ainda olhando para ela fixamente, comecei a falar, tentei ser o menos direta possível, mesmo nunca tendo feito isso na minha vida, sempre fui daquelas que fala o que tem que falar, sem rodeios, mas o medo naquele momento era maior e ent...

O amor em nós - Parte 3

(...) Como ela não recuou e nem me parou, lentamente fui descendo minha mão de seus lábios e encaixando-as em sua nuca... Suavemente ela se contorceu um pouco e fechou os olhos, como se pedisse por aquilo, como se quisesse tanto quanto eu... Fui me aproximando aos poucos e quando parecia que nossas bocas tornariam se uma só, parei, sorri e disse: "Agora eu quero saber seu nome!". Nós duas caímos na gargalhada... e ela já sem fôlego de tanto rir, disse baixinho, "Ashley, meu nome... é Ashley! E obrigada por me desconcertar inteira!".. Eu ri alto e automaticamente coloquei minhas mãos sobre minha boca, sempre achei minha risada horrível, ela riu e disse que achou meigo, que eu deveria rir assim sempre... Estávamos ali a não mais do que 40 minutos e parecia que eu a conhecia há anos... agia com uma naturalidade com ela que eu não tinha com mais ninguém... Sempre fui tímida e não conseguia me misturar muito. Quando os risos se acabaram, olhamos uma para a outra, amba...

O amor em nós - Parte 2

(...) 5 minutos se passaram e ali estávamos nós duas, uma olhando para a outra... Enquanto ela sorria para mim, eu olhava para ela e para baixo sem saber ao certo o que fazer. O que eu poderia fazer? Ela é linda, de todas as formas e eu sou... Bom, eu sou só eu mesma. Com essas minhas calças rasgadas, meu all star sujo e essa minha camisa xadrez que de tanto que a uso, já criou vida própria... Meu cabelo desarrumado, minha cara mais comum do que qualquer coisa... Não sou nada perto dela, mas ainda assim, enfrentaria o mundo para que eu pudesse ser. Depois de tanto tempo a olhando e sem saber o que fazer, resolvi levantar-me e ir embora, aquele momento de clareza que me fez ver que aquilo era demais para mim. Então levantei-me, pedi licença, desculpas pelo incomodo, desejei-lhe uma boa noite, virei-me e comecei a caminhar... Caminhando, só conseguia pensar naquele sorriso, naqueles olhos, chacoalhei minha cabeça em protesto a meus próprios pensamentos... Quando de repente escuto um gri...

O amor em nós - Parte 1

E eu sabia que era você, desde que nossos olhos se cruzaram pela primeira vez. Eu sabia que era ali que eu buscaria abrigo em noites frias, que eram naqueles braços que eu me recolheria... E como que num piscar de olhos, vi tudo desvanecer diante de mim. Há cerca de 2 anos, nesse exato lugar, sob essa mesma árvore, sentada nesse mesmo banco, eu vi meu coração pulsar tão rápido como uma Harley em plena auto estrada... Foi um daqueles momentos em que se você pudesse parar a vida ali naquele instante, você o faria. Ali, naquele instante passava a garota mais linda que eu já havia visto em todos esses meus humildes 22 anos. Com seu cabelo loiro esvoaçante, aqueles olhos castanhos meio mel que me tiraram o fôlego, sardas que suavemente tomavam conta de suas bochechas e aquele sorriso que além de poder iluminar qualquer alma perdida na escuridão, também fazia surgir em suas bochechas aquelas covinhas que me deram uma vontade instantânea de morde-la. Aquele misto de meiga com garota rebelde ...

Medo, é você?

Existe uma coisa chamada medo que te impede por diversas vezes de ser quem você realmente quer ser ou de demonstrar tudo aquilo que você está sentindo. As vezes temos medo, simplesmente por ter, nascemos com ele... Mas existe um tipo de medo, que adquirimos através de decepções que nos ocorrem ao decorrer de nossas vidas, esses medos, são maiores do que tudo, porque eles não só são medos, como também frustrações. Assim é quando eu penso em amor, tantas frustrações, tantas decepções... e não só amores de namoros, mas família também... e parece que de certa forma, criei uma barreira entre o amor e mim sem tamanho. Me pego pensando que não deva ser merecedora da dadiva de amar... Que eu não possa ser digna de confiança ou até mesmo de alguém que não vá embora. São coisas tolas, que ao se acumularem se tornam um mar cheio de angústias que te impedem de viver, acreditar em você, acreditar no amor e até mesmo, na beleza das coisas. Então se for capaz, não deixe que o medo tome conta de quem...