O amor em nós - Parte 5
Meus olhos se encheram d'água, olhei para o banco em que ficamos sentadas e lentamente, enquanto ainda tentava acreditar no que acabara de acontecer, caminhei até ele... Sentei-me e fiquei, já passava das 23h e eu nada conseguia fazer além de chorar, chorar e chorar... Havia eu deixado a felicidade escapar por dentre meus dedos? Como pude ser tão burra? E assim, chorando mesmo, fui caminhando até minha casa que não era muito longe dali. Cheguei em casa, joguei minhas chaves no balcão e joguei-me no sofá, para continuar chorando e lembrando de tudo... E eu deveria estar com raiva, com ódio, mas não... A única coisa em que eu conseguia pensar, era nela... Naquele sorriso, naquele olhar, naquele beijo... E me sentia louca por sentir tudo que eu estava sentindo!
Acabei dormindo... acordei, com a cara toda inchada, tomei um banho e quando dei por mim já era meio dia, por sorte era domingo, então eu não tinha de me preocupar com trabalho... Podia ocupar todo meu tempo para pensar nela! E foi exatamente assim, pensando nela, que resolvi voltar ao parque e sentar-me novamente no banco em que a vi passar... Levei comigo um livro que eu estava lendo, mas estava sem tempo para terminar, ia unir o útil ao agradável... Sentei no banco, olhei para o banco em que ela estava quando meus olhos a avistaram pela primeira vez, mas não tinha ninguém, abri meu livro e comecei a ler... Já eram 19 horas, quando vi uma sombra cobrir a luz que iluminava a página que eu estava lendo, irritada, já levantei a cabeça com o intuito de gritar com o infeliz, sem noção, que interrompera minha leitura... Mas, quando levantei minha cabeça e ia começar a falar... Nada! Nem uma palavra se quer saiu, pois era ela, era a garota do sorriso lindo, do beijo que fez meu mundo parar... aaaah, essa garota, A GAROTA QUE ME DEIXOU FALANDO SOZINHA! Eu queria gritar, xinga-la de todos os nomes possíveis, mas eu só conseguia sorrir... A felicidade por vê-la novamente, era maior do que a raiva que eu sentia por ela ter me deixado anteriormente. Não falei nada, fiquei olhando para seu rosto... E ela sorria, POR QUE DIABOS ELA ESTÁ SORRINDO?... Ela perguntou se podia se sentar, eu não respondi, ela rindo disse "Vou entender isso como um sim!" e sentou-se ao meu lado, o banco era particularmente grande, mas ela sentou-se tão colada em mim, que tive até que me deslocar um pouco para que ela não sentasse em cima de mim. Ela ficou olhando para mim e eu continuei a ler o livro, ela pairou sua mão sobre a página que eu lia, olhei para ela, o sorriso se havia ido e em seu lugar havia uma aparência triste, não entendi ao certo o que estava acontecendo, ela olhando pra mim disse:
"Desculpa..."
Uma voz trêmula e ao mesmo tempo doce... Contive-me e respondi com outra pergunta:
"Desculpa? Desculpa pelo quê?"
E então, ela tirou o livro de minhas mãos e ocupou-as com as mãos dela, já com os olhos tomados por lágrimas, olhou para mim tão fixa e profundamente, que me faltou ar, minhas pernas amoleceram e meu coração disparou a ponto de eu pensar que ele saltaria para fora de meu peito...
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